O Brasil possui a segunda maior reserva mundial comprovada de terras raras — cerca de 21–23 milhões de toneladas de óxidos de terras raras (REO), o que representa aproximadamente 23% do total global (dados USGS 2025 e Serviço Geológico do Brasil – SGB/CPRM). Apesar desse potencial gigantesco, o país ainda extrai menos de 0,1% da produção mundial anual, enfrenta gargalos tecnológicos, ambientais e regulatórios, e assiste à China manter mais de 70% do processamento global e ~90% da separação/refino desses elementos críticos. O que poderia ser o “ouro do século 21” brasileiro continua, por enquanto, majoritariamente no subsolo — ou sendo exportado como minério bruto.
O que são terras raras e por que são estratégicas?

As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos (escândio, ítrio + os 15 lantanídeos) essenciais para tecnologias modernas:
- Neodímio, praseodímio, disprósio: ímãs permanentes de alta potência (motores elétricos de carros EV, turbinas eólicas, drones, mísseis).
- Cério, lantânio: catalisadores, polimento de vidro, baterias NiMH.
- Europio, térbio: fósforos para telas LED/LCD, lasers.
- Outros: semicondutores, fibra óptica, medicina nuclear, defesa.
Sem terras raras refinadas, a transição energética global (veículos elétricos, eólica offshore, eletrificação) e a indústria de defesa param.
Reservas brasileiras: números e localização
- Reserva total comprovada: 21–23 milhões de toneladas de REO (USGS 2025) — atrás apenas da China (44 milhões t).
- Principais depósitos:
- Araxá (MG) – CBMM (maior mina de nióbio do mundo) tem terras raras como subproduto.
- Catalão (GO) – Grupo Moreira Salles / Mosaic.
- Morro do Ferro (MG) – Meteoric Resources (australiana).
- Pitinga (AM) – Mário Metalurgia (antiga Paranapanema).
- Poços de Caldas (MG) – antiga mina da INB (urânio + terras raras).
- Produção atual: Quase zero de terras raras separadas. O Brasil exporta concentrado ou subproduto, principalmente para a China.
Os gargalos que impedem o Brasil de virar potência

- Falta de capacidade de separação/refino O grande valor está na separação química dos 17 elementos (processo caro, complexo e poluente). O Brasil não tem plantas industriais de separação em escala — tudo vai para a China.
- Processo ambiental e licenciamento lento Terras raras brasileiras estão associadas a minerais radioativos (tório, urânio), exigindo licenças da CNEN e Ibama. Processos levam 8–12 anos.
- Investimento insuficiente Projetos como o da Meteoric Resources em Minas Gerais e da ** Serra Verde** (Goiás) avançam lentamente por falta de capital nacional. Empresas estrangeiras (australianas, canadenses, chinesas) dominam os poucos projetos em andamento.
- Dependência chinesa A China controla ~90% do refino global e pode restringir exportações (como fez em 2010 contra o Japão), forçando o Ocidente a buscar alternativas — o Brasil poderia ser uma delas, mas precisa acelerar.
Iniciativas recentes
- Serra Verde (Goiás): Primeira mina de terras raras em operação comercial no Brasil (produção inicial de 5 mil t/ano de concentrado em 2025).
- Plano Nacional de Terras Raras (MME/MCTI): Anunciado em 2025, prevê R$ 2–3 bilhões em investimentos públicos até 2030 para plantas-piloto de separação.
- Parceria Brasil–EUA–Austrália: Acordo assinado em 2025 para transferência de tecnologia de refino e joint ventures.
- CBMM (Araxá): Iniciou produção-piloto de terras raras como subproduto do nióbio.
O Brasil tem reserva, geologia favorável e demanda global explosiva — mas ainda falta escala industrial, tecnologia de separação e agilidade regulatória. Se acelerar, pode suprir 10–20% do mercado global de terras raras refinadas até 2035, gerando dezenas de milhares de empregos qualificados e bilhões em exportação. Se continuar lento, continuará exportando matéria-prima barata enquanto China e Austrália dominam o refino.
O “ouro do século 21” está no subsolo brasileiro — mas ainda não foi extraído de verdade. O Jornal 25News acompanha os próximos leilões de áreas minerárias e os avanços nas plantas-piloto que podem transformar o Brasil em protagonista da transição energética global.
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