Uma nova pesquisa, feita por cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, descobriu que um remédio usado para tratar insônia (dificuldade para dormir), o Lemborexant, pode ter um efeito protetor contra o Alzheimer!
O Segredo no Sono: Remédio Reduz Proteína do Alzheimer!

O Alzheimer é uma doença que atinge o cérebro de forma progressiva, afetando a memória, o raciocínio e outras funções importantes do nosso dia a dia. É o tipo mais comum de demência (perda das funções mentais), principalmente entre idosos.
A causa exata do Alzheimer ainda é um mistério, mas o acúmulo de proteínas anormais no cérebro está entre os principais fatores. Uma dessas proteínas é a Tau, e é justamente nela que o Lemborexant parece ser capaz de combater!
- Testes em Camundongos: Em testes realizados com camundongos (ratos de laboratório), o medicamento conseguiu reduzir o acúmulo da proteína Tau no cérebro!
- Melhora no Sono, Melhora no Cérebro: Segundo os cientistas, melhorar a qualidade do sono pode ter um impacto direto na saúde do cérebro, especialmente em pessoas que têm mais chances de desenvolver a doença.
Como o Remédio que Induz o Sono Pode Ajudar?

O Lemborexant foi aprovado em 2019 nos Estados Unidos (pelo FDA, que é a Anvisa de lá) como um tratamento eficaz contra a insônia. No Brasil, ele ainda está em análise pela Anvisa desde 2022.
A pesquisa revelou que o Lemborexant, diferente de outros remédios para insônia, age de uma forma especial. Ele bloqueia uma substância chamada Orexina, que regula o sono e o estado de alerta. Os cientistas perceberam que, ao desativar geneticamente um receptor dessa Orexina, os níveis da proteína Tau também diminuíam!
- Reativação da Memória: Nos testes, os camundongos que tomaram Lemborexant tiveram uma melhora no sono e apresentaram até 40% de reativação no hipocampo, que é a área do cérebro ligada à memória.
Segundo o neurologista David Holtzman, autor do estudo, os tratamentos atuais para Alzheimer ajudam, mas não conseguem frear a doença como os médicos gostariam. “Mostramos que o Lemborexant melhora o sono e reduz a Tau anormal, que parece ser o principal fator responsável pelos danos neurológicos observados no Alzheimer”, explicou.
Cautela e Testes em Humanos: A Esperança!

Apesar das descobertas animadoras, os pesquisadores pedem cautela, pois o estudo foi feito apenas com camundongos machos. Agora, o desafio é ver se os mesmos efeitos podem acontecer em fêmeas e, principalmente, em seres humanos.
A próxima etapa será iniciar os testes com humanos. A expectativa é que, se os resultados se mantiverem positivos, essa pesquisa pode abrir um novo e promissor caminho para o tratamento do Alzheimer. “Poder despertar a defesa natural do corpo para enfrentar o câncer pode mudar tudo”, completou o pesquisador David Holtzman.
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