JOVENS E IDOSOS GANHAM PESO NA RETA FINAL DA DISPUTA PRESIDENCIAL

O envelhecimento do eleitorado e a disposição de comparecer às urnas levam as campanhas a prestar atenção às diferentes gerações. O resultado, porém, segue em aberto.
São Paulo, 27 de setembro de 2026 — Da Redação
Leitura Rápida — 1 Minuto
O Brasil chega à eleição presidencial com um eleitorado mais velho. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 37,4 milhões de pessoas com 60 anos ou mais estão aptas a votar em 2026. Elas representam 23,60% do eleitorado, ante 21,02% em 2022.
A presença nas urnas também importa. Em pesquisas Datafolha realizadas em agosto e setembro, 76% dos entrevistados com mais de 70 anos afirmaram que votariam mesmo se não fossem obrigados. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 50% deram essa resposta. Trata-se de uma declaração de intenção, não de uma previsão do comparecimento no dia da eleição.
Leitura Integral
O eleitorado está envelhecendo
Os dados do TSE mostram que o número de eleitores com 60 anos ou mais passou de 32,9 milhões em 2022 para 37,4 milhões em 2026. No mesmo intervalo, a participação da faixa de 21 a 34 anos caiu de 28,01% para 25,85% do eleitorado.
Esses números ajudam a explicar por que temas como aposentadoria, renda e saúde têm espaço na campanha. Entre os mais jovens, oportunidades de trabalho, educação e perspectivas para o futuro também entram no debate. Nenhuma faixa etária, porém, vota de maneira uniforme: prioridades e escolhas variam entre pessoas da mesma geração.
Estar apto a votar é diferente de ir às urnas
No Brasil, o voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos e para pessoas com mais de 70 anos. Por isso, o tamanho desses grupos no cadastro eleitoral não corresponde automaticamente ao número de votos que serão depositados.
Uma análise de levantamentos Datafolha publicada pela Folha de S.Paulo aponta maior disposição declarada para votar entre os entrevistados acima de 70 anos: 76% disseram que compareceriam mesmo sem obrigação legal. Na faixa de 16 a 24 anos, foram 50%. A diferença merece atenção das campanhas, mas apenas a votação mostrará quantas pessoas de cada idade efetivamente participaram.
Pesquisas apontam disputa competitiva
Na pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro, Lula (PT) apareceu com 37% das intenções de voto no primeiro turno, e Flávio Bolsonaro (PL), com 33%. Em uma simulação de segundo turno entre os dois, Flávio marcou 42% e Lula, 41%, caracterizando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 17 e 20 de setembro e foi registrado no TSE sob o número BR-06004/2026. Como toda pesquisa, registra as respostas obtidas no período da coleta; não determina o resultado da eleição.
Quem decidirá?
Jovens e idosos podem influenciar uma disputa apertada, especialmente se houver diferenças relevantes no comparecimento às urnas. A afirmação de que qualquer um desses grupos definirá a eleição, contudo, seria uma hipótese. A escolha dos eleitores de todas as faixas etárias e a participação efetiva no primeiro turno, em 4 de outubro, é que determinarão o resultado.
Fontes: TSE — perfil do eleitorado de 2026 · TSE — regras do voto · Folha/Datafolha — participação por idade · Folha/Quaest — pesquisa de 21 de setembro.
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