Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 17 de junho de 2026.
🎙️ LEITURA RÁPIDA 25NEWS – 1 MINUTO
🚨 IBIRAPUERA NO CENTRO DE INVESTIGAÇÃO
Ministério Público apura atuação de conselheiros que teriam favorecido interesses privados dentro do parque mais famoso de São Paulo
📍 Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 17 de junho de 2026
Quem frequenta o Parque do Ibirapuera para caminhar, correr ou passar o fim de semana com a família talvez não imagine a disputa que acontece nos bastidores de um dos patrimônios mais importantes da cidade.
O Ministério Público de São Paulo abriu investigação contra cinco dos nove conselheiros do Conpresp, órgão responsável pela preservação do patrimônio histórico da capital.
A apuração começou após a aprovação do projeto de reforma da histórica Serraria do Ibirapuera, que pode abrir espaço para a instalação de uma academia privada dentro do parque.
Segundo o promotor Silvio Marques, existem suspeitas de favorecimento sistemático a projetos ligados à concessionária Urbia, responsável pela administração do parque.
Moradores, esportistas e entidades de defesa do patrimônio denunciam um processo de elitização do Ibirapuera, com cobrança de taxas, ocupação comercial crescente e restrições ao uso de áreas públicas.
A investigação tem como base a Lei de Improbidade Administrativa e as normas de proteção ao patrimônio histórico.
O Ministério Público também busca impedir mudanças que possam descaracterizar a arquitetura original idealizada por Oscar Niemeyer e garantir o acesso livre da população.
A discussão vai além do Ibirapuera e levanta uma pergunta para toda a cidade:
A parceria com a iniciativa privada é a solução para manter os parques públicos ou existe o risco de transformar espaços do povo em negócios para poucos?
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“Parque público não é shopping center. A preservação do patrimônio histórico deve caminhar ao lado da modernização, mas sem excluir o cidadão comum. O verdadeiro dono do Ibirapuera continua sendo o povo de São Paulo.”
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MÁSCARA CAI: MP INVESTIGA CONPRESP POR FAVORECIMENTO AO IBIRAPUERA.
Inquérito do Ministério Público aponta que conselheiros atuam sistematicamente para beneficiar interesses comerciais de concessionária em área pública tombada.
Quem rala a semana inteira debaixo do sol quente e espera o sábado chegar para correr na pista de cooper ou esticar uma toalha na grama do Parque do Ibirapuera com a família, não faz ideia do balcão de negócios que virou a proteção do patrimônio público.
Nesta semana, o Ministério Público de São Paulo acendeu o holofote sobre o Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo),, instaurando uma investigação implacável contra cinco dos nove conselheiros que deveriam proteger a memória da nossa cidade, mas que estariam agindo de forma suspeita como verdadeiros despachantes de luxo de interesses privados.
A ENGRENAGEM DO FATO: A gota d’água para a investigação, aconteceu logo após o Conpresp aprovar, a portas fechadas, o projeto de reforma da histórica Serraria do Ibirapuera, abrindo caminho para transformar um espaço público tradicional em uma academia de ginástica privada e exclusiva.
De acordo com o inquérito liderado pelo promotor de Patrimônio Público Silvio Marques, existe um esquema escancarado de favorecimento dentro do órgão público. A investigação aponta que a maioria dos conselheiros atua de forma coordenada para carimbar e aprovar, sem qualquer restrição, os projetos da concessionária Urbia — empresa que hoje administra o Ibirapuera —, fechando os olhos para a descaracterização sistemática e o “loteamento” comercial de uma área que pertence ao povo.
A tática de fatiar o parque com marcas, cobrar taxas abusivas de assessorias esportivas e privatizar prédios públicos para clientes vips de bancos, passou a ser a regra do jogo, enquanto os guardiões do patrimônio público fingem que nada está acontecendo.
VOZES E ANÁLISE: A ação firme do Ministério Público é uma resposta direta à indignação das associações de moradores e esportistas, que não aceitam calados a elitização do parque. O promotor Silvio Marques tem sido categórico ao afirmar que nenhum contrato de concessão empresarial está acima da Constituição Federal.
“O Parque Ibirapuera é um bem público de uso comum e não pode virar um shopping center a céu aberto. O papel de conselheiros de um órgão de preservação é defender a história, a cultura e o direito de acesso do povo, e não pavimentar o caminho para a exploração predatória do comércio privado”, aponta a análise do Ministério Público.

Moradores e ativistas que protestaram no dia da votação estendendo faixas afirmando que “parque público não é shopping”, celebram a intervenção das forças de lei para frear o desmonte.
DADOS OFICIAIS:
- Alvos da Investigação: 5 dos 9 conselheiros ativos no Conpresp.
- Base Legal: Lei de Improbidade Administrativa (Lei Federal nº 8.429/1992) e leis municipais de proteção ao patrimônio histórico e tombamento.
- Localização: Parque do Ibirapuera (Zona Sul) e sede do Conpresp (Rua Líbero Badaró, Centro de São Paulo).
- Impacto Social: Suspensão imediata de projetos que descaracterizam a arquitetura original projetada por Oscar Niemeyer e garantia de acesso 100% livre para a população.
O RIGOR DA LEI: O trabalhador paulistano já vive cercado de concreto por todos os lados e tem no Ibirapuera o seu principal refúgio de paz. Permitir que conselheiros públicos, entreguem a herança histórica de São Paulo nas mãos da ganância corporativa, sem qualquer pudor, é de uma imoralidade sem tamanho.
Se o poder público assinou contratos para privatizar a zeladoria, isso não dá o direito de cercar a grama, erguer lojas clandestinas e barrar o cidadão comum de desfrutar do que é seu por direito. A caneta do Ministério Público precisa agir com punição exemplar e com o afastamento imediato de todo conselheiro que trocar o interesse social pela conveniência privada.
O Ibirapuera foi construído com o suor de gerações de paulistanos, e nenhuma negociata de portas fechadas vai tirar o parque das mãos do seu verdadeiro dono: o povo de São Paulo.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a concessão de parques públicos à iniciativa privada é o único caminho viável para manter a manutenção e a segurança das áreas verdes em dia, ou esse modelo de privatização gradual inevitavelmente exclui o cidadão de baixa renda e destrói o patrimônio da cidade?
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