A rede estadual de ensino de São Paulo iniciou o ano letivo de 2026 com um problema grave: cerca de 40 mil professores (aproximadamente 28% do total de docentes efetivos e temporários) começaram o ano letivo sem turmas atribuídas. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) denunciou a situação como uma forma de precarização do magistério, alegando que milhares de professores estão recebendo apenas o salário-base sem as horas-aula, o que representa perda salarial de 40% a 60% para quem depende da carga horária completa.
O que está acontecendo

- Número exato: 39.847 professores sem aulas atribuídas (dados da Secretaria da Educação divulgados em 05/02/2026).
- Motivo oficial da Secretaria da Educação:
- Atraso na finalização do processo de atribuição de aulas (realizado por sistema informatizado).
- Redução de turmas em algumas escolas devido à queda de matrículas em 2026 (menos 4,2% de alunos novos).
- Reorganização de turmas para cumprir o novo limite de 30 alunos por sala (política estadual).
- Impacto financeiro para os professores:
- Quem tem jornada de 40 horas e ficou sem aulas recebe apenas o vencimento básico (média de R$ 3.800–4.200).
- Perda mensal estimada: R$ 2.000 a R$ 3.500 por professor afetado.
- Muitos estão usando férias ou licenças não remuneradas para evitar redução drástica de renda.
Posicionamento das partes
- APEOESP (Sindicato dos Professores): “Isso é precarização disfarçada de reorganização. 40 mil professores sem turma significa que o Estado está economizando bilhões em horas-aula enquanto os docentes ficam em casa sem salário completo. Vamos entrar com ação coletiva no TJ-SP e no MPT.”
- Secretaria da Educação do Estado: “A situação é temporária. Até o final de fevereiro todas as turmas serão atribuídas. O sistema informatizado sofreu atraso técnico, mas estamos priorizando as escolas com maior déficit de professores.”
- Secretário da Educação, Renato Feder: “Não há demissão ou redução de jornada. É uma questão operacional que será resolvida rapidamente. O foco é garantir que todos os alunos tenham aula desde o primeiro dia.”
Repercussão
- Pais e alunos: Em várias escolas da Grande São Paulo, Zona Leste e interior, turmas do 6º ao 9º ano e do ensino médio começaram o ano com aulas canceladas ou ministradas por professores substitutos temporários.
- Redes sociais: Hashtag #ProfessorSemTurma e #AulaZero acumularam mais de 1,1 milhão de menções em 48 horas.
- Movimentos estudantis: UBES-SP e grêmios escolares cobram da Secretaria uma solução imediata para evitar prejuízo no calendário escolar.
A Secretaria da Educação promete resolver a situação até o dia 28 de fevereiro, mas o sindicato ameaça paralisação caso o problema persista. Enquanto isso, milhares de professores estão sem renda integral e dezenas de milhares de alunos começaram o ano letivo com aulas reduzidas ou improvisadas.
O Jornal 25News acompanhará a evolução da atribuição de aulas e eventuais ações judiciais. Porque, em São Paulo, o ano letivo começou com um problema grave: professores sem sala e alunos sem professor. E quem paga o preço mais alto é, mais uma vez, a educação pública.
Apoio Institucional
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