Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 22 de outubro de 2026.
A dor das famílias soterradas na Penha ainda sangra na memória de São Paulo, e o asfalto paulistano não suporta mais o deboche de construtoras clandestinas que erguem armadilhas de concreto armado sem qualquer escrúpulo e depois fogem da polícia.
Em uma decisão contundente para evitar uma nova tragédia, a Justiça de São Paulo determinou que a Prefeitura realize a demolição compulsória e imediata, no prazo improrrogável de até 10 dias, de um prédio abandonado na Avenida Padres Olivetanos, na Vila Esperança, Zona Leste da capital. O esqueleto de concreto pertence à infame Construtora New Home — a mesma responsável pelo desabamento catastrófico de setembro na Rua Tequici que tirou a vida de seis pessoas, incluindo uma mulher grávida e uma criança.
A ENGRENAGEM DO FATO: A ordem de demolição decorre de laudos periciais devastadores que comprovaram consenso técnico absoluto: a estrutura inacabada não possui viabilidade de recuperação estrutural e apresenta risco iminente de colapso em cadeia sobre a vizinhança. O empreendimento fantasma foi erguido sem aprovação legal, acumulando reiterados indeferimentos de alvará na Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) em 2025 e 2026.
Mesmo embargada e com lacres aplicados pelo município, a empresa desrespeitou as notificações administrativas, rompeu as barreiras e abandonou o canteiro com vigas sem concretagem, ferragens vitais expostas à corrosão do tempo e fundações instáveis. O perigo iminente forçou a interdição emergencial de imóveis vizinhos, provocando o fechamento forçado e o esvaziamento de uma tradicional escola de educação infantil que funcionava colada ao canteiro de obras, destruindo empregos e espalhando o terror entre pais e educadores da região.
VOZES E ANÁLISE: Para juristas, engenheiros civis e peritos criminais, a ordem judicial de demolição representa uma medida profilática essencial, mas tardia diante da audácia dos envolvidos. “Construir sem
alvará, ignorar autos de interdição e abandonar estruturas colapsáveis no meio de áreas residenciais consolidadas é conduta dolosa que assume abertamente o risco de matar. A decisão da Justiça fecha uma ferida aberta na Vila Esperança, mas o poder público não pode demorar semanas para agir enquanto vizinhos dormem sob pânico”, destacam especialistas do setor de perícias de engenharia.
A comunidade escolar e os moradores vizinhos receberam a ordem de demolição com um misto de alívio e cobrança implacável. Representantes da instituição de ensino afetada ressaltaram que uma determinação em papel só traz tranquilidade real quando o maquinário pesado começar a colocar o esqueleto no chão, exigindo que a Prefeitura cumpra a sentença sem recorrer a manobras protelatórias. Enquanto isso, o casal proprietário da New Home e os sócios e engenheiros indiciados pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual e estelionato continuam foragidos da Justiça, desafiando as ordens de prisão preventiva expedidas.
DADOS OFICIAIS:
Imóvel com Ordem de Demolição: Edificação abandonada na Avenida Padres Olivetanos, nº 455 (e 475), Vila Esperança / Penha, Zona Leste de São Paulo.
Prazo Determinado pela Justiça: Até 10 dias corridos para o início e execução dos trabalhos de demolição integral pelo poder público municipal.
Penalidade em Caso de Descumprimento: Aplicação de multa diária de R$ 5.000,00 contra a Prefeitura caso o cronograma emergencial não seja cumprido.
Empresa Responsável: Construtora New Home Incorporadora / Hastiforme Projetos e Construção, com sede abandonada e bens sob bloqueio.
Histórico de Tragédia: A mesma construtora é ré pelo desabamento do prédio de 12 andares na Rua Tequici (Penha) em 12 de setembro de 2026, que matou 6 pessoas (três mulheres, uma delas grávida, dois homens e uma criança).
Status dos Sócios e Engenheiros: Ronaldo dos Santos Vivaqua, Isis de Freitas Rodrigues Brandão e o engenheiro Cristiano Salgado Vivaqua permanecem formalmente foragidos com mandados de prisão em aberto.
Situação da Vizinhança: Escola infantil vizinha e casas adjacentes foram totalmente interditadas pela Defesa Civil por risco iminente de esmagamento.
Impacto Social: Famílias inteiras lesadas em economias de uma vida em contratos de compra na planta, somadas ao fechamento forçado de atividades escolares e trauma coletivo na Zona Leste.
O RIGOR DA LEI: Quem brinca com a engenharia e coloca vigas podres de pé no meio de bairros residenciais não é empresário: age com a perversidade de quem coloca uma arma engatilhada na cabeça do cidadão comum. O trabalhador que economiza cada moeda para pagar impostos e manter a família em segurança não pode viver com medo de que um monstro de cimento despenque sobre a cabeça de seus filhos na escola.
O rigor da lei precisa ser aplicado sem frouxidão e sem desculpas administrativas: a Prefeitura tem que colocar as escavadeiras na Avenida Padres Olivetanos dentro das 24 horas seguintes e mandar a conta integral para o patrimônio dos responsáveis. Ao mesmo tempo, as forças de segurança pública e o Judiciário têm a obrigação inegociável de caçar, algemar e jogar atrás das grades esse casal e seus comparsas foragidos. Quem constrói a morte e foge com o dinheiro do povo tem que responder na cadeia mais severa da Justiça paulista.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a determinação de demolição em 10 dias será cumprida com a rapidez necessária pela Prefeitura, ou a burocracia do poder público continuará deixando vizinhos e crianças reféns do risco de novos desabamentos na Zona Leste?

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