Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 23 de outubro de 2026.
Leitura Rápida — 1 Minuto
- Ataque: 21 mísseis balísticos em três ondas contra Kiev, três deles com munição de fragmentação, segundo Zelensky.
- Vítimas: ao menos 4 mortos e dezenas de feridos em 12 regiões, entre eles cinco crianças.
- Energia: 170 ataques contra a infraestrutura elétrica desde 11 de outubro.
- Resposta: a Rússia diz ter derrubado 808 drones ucranianos; 630 teriam sido lançados contra Moscou.
- Diplomacia: Putin aceitou “em princípio” retomar as conversas com Ucrânia e EUA, mas não há data.
Leitura Integral
Três ondas sobre a capital
A Rússia lançou na quinta-feira (22) um dos ataques mais pesados das últimas semanas contra Kiev. Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, 21 mísseis balísticos chegaram em três ondas, e três deles carregavam munição de fragmentação. Foram atingidos prédios residenciais, instalações de energia, uma estação ferroviária, o metrô, shoppings e empresas.
Mortos e feridos
Ao menos quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em 12 regiões do país, entre elas cinco crianças. Em Lozova, na região de Kharkiv, duas mulheres de 50 e 60 anos morreram no ataque a um mercado.
Guerra contra a energia
Zelensky afirma que, desde 11 de outubro, a Rússia fez 170 ataques contra instalações de energia e acumula mísseis para uma campanha de inverno destinada a deixar a população sem aquecimento, luz e água. “A Rússia não mudou a forma como faz esta guerra e não dá nenhum passo que mostre um desejo real de terminá-la”, disse.
Drones sobre Moscou
Na mesma noite, o Ministério da Defesa russo afirmou ter derrubado 808 drones ucranianos. Segundo o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, 630 foram lançados contra a capital, e os aeroportos da cidade restringiram voos temporariamente. Os números são do governo russo e não puderam ser confirmados de forma independente.
Paz no papel
O ataque veio horas depois de Vladimir Putin concordar, “em princípio”, em retomar as negociações a três com Ucrânia e Estados Unidos, em encontro em São Petersburgo com o enviado americano Steve Witkoff. Ainda não há data. Rodadas anteriores, em janeiro e fevereiro, só produziram trocas de prisioneiros. Nesta semana, a Ucrânia recebeu 252 corpos que diz serem de seus soldados, e a Rússia, 25.
O Jornal25News continuará acompanhando o caso.
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