O Ibovespa fechou o pregão desta quarta-feira (11/02) em alta de +2,18% (127.840 pontos), acumulando +7,4% no ano e +14,1% nos últimos 30 dias. A valorização recente tem sido atribuída, segundo analistas de mercado e gestoras de recursos, a uma combinação de fatores externos e domésticos: falta de alternativas atraentes no exterior (juros altos nos EUA, instabilidade na China e Europa) e percepção de que o Brasil voltou a ser um destino “investível” para capital estrangeiro. No entanto, grandes gestoras locais e estrangeiras começam a emitir alertas sobre a fragilidade fiscal do governo, classificando o rali atual como “típico de fim de ciclo” e “sensível a qualquer tropeço nas contas públicas”.
Principais drivers da alta recente

- Carry trade favorável: juros reais brasileiros ainda entre os mais altos do mundo (Selic em 13,75% com inflação projetada em 4,2% para 2026 → juro real ~9,5%).
- Saída de capital da China: investidores institucionais globais realocaram bilhões de dólares de ativos chineses para emergentes “mais previsíveis”, com Brasil liderando o fluxo (US$ 4,2 bi de entrada líquida em ações em janeiro–fevereiro 2026 – dados da B3).
- Desempenho de commodities: soja, minério de ferro e petróleo em patamares elevados beneficiam Vale, Petrobras, Suzano e exportadoras.
- Falta de opções no exterior: Treasuries em 4,35–4,50%, bolsas europeias estagnadas, tech americana com valuations elevados → Brasil oferece “barato + yield”.
Alertas das grandes gestoras
- XP Asset: “O rali atual é de liquidez global, não de melhora estrutural. Dívida bruta/PIB deve ultrapassar 82% em 2026 se não houver ajuste fiscal real. Estamos neutros em ações e sobreponderados em renda fixa pós-fixada.”
- BTG Pactual Asset: “Brasil está ‘investível’ no curto prazo, mas o risco fiscal é o maior desde 2015. Qualquer sinal de descontrole no arcabouço (nova PEC ou estouro de despesa) pode provocar saída rápida de estrangeiros.”
- BlackRock (relatório Latam): “Carry trade é o principal driver. Exposição ao Brasil via ações e juros está em patamar recorde entre fundos globais. Isso torna o mercado vulnerável a choques externos ou domésticos.”
- Itaú Asset: “Compramos o rali, mas com hedge. O teto de gastos está sob pressão e o governo sinaliza expansão de despesas obrigatórias. Sem arcabouço crível, o prêmio de risco Brasil volta a subir.”
Indicadores fiscais que preocupam o mercado
- Dívida bruta/PIB: 79,8% (dez/2025) → projeção de 82–84% em dez/2026 (sem ajuste).
- Resultado primário 2025: déficit de R$ 92 bilhões (0,9% do PIB) — pior que a meta.
- Despesa obrigatória (previdência + funcionalismo + benefícios sociais): já consome 94% da receita líquida (nível crítico).
- Nova rodada de benefícios sociais anunciada para março 2026 (sem fonte de receita definida) aumenta desconfiança.
O Brasil voltou a ser “investível” aos olhos do capital estrangeiro por falta de opções melhores no mundo emergente e por juros altos. O Ibovespa sobe embalado por esse fluxo de carry trade e commodities. No entanto, as maiores gestoras do país e do exterior estão emitindo alertas claros: o rali é frágil, depende de confiança externa e pode reverter rapidamente se houver qualquer sinal de descontrole fiscal ou político.
O Jornal 25News acompanhará os próximos indicadores fiscais (Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas) e a reação do mercado a qualquer novidade sobre o arcabouço fiscal. Porque, em 2026, o Brasil está “barato e caro ao mesmo tempo” — barato na valuation, caro no risco fiscal. Quem entra agora sabe que está comprando uma aposta, não uma certeza.
Apoio Institucional
Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China
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