Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 23 de outubro de 2026.
Leitura Rápida — 1 Minuto
- Outubro: IPCA-15 de 0,32%, contra 0,70% em setembro.
- Abaixo do esperado: o mercado previa 0,45%; nem a estimativa mais baixa (0,33%) chegou lá.
- 12 meses: 4,62%, acima dos 4,47% de setembro e acima do teto da meta (4,5%).
- Quem segurou: passagens aéreas e energia elétrica caíram.
- Quem pressionou: parte dos alimentos e a gasolina subiram.
Leitura Integral
Desaceleração no mês
A prévia da inflação oficial, o IPCA-15, subiu 0,32% em outubro, segundo o IBGE, nesta sexta-feira (23). É menos da metade dos 0,70% de setembro. O número ficou abaixo da mediana das projeções do mercado (0,45%) e até da estimativa mais baixa (0,33%). A coleta foi feita de 16 de setembro a 14 de outubro.
Desacelerar não significa que os preços caíram: eles continuaram subindo, só que mais devagar.
O que mexeu nos preços
A queda das passagens aéreas e da energia elétrica ajudou a frear o índice. Na direção contrária, parte dos alimentos e a gasolina ficaram mais caros.
Acumulado acima da meta
Em 12 meses, a prévia acumula 4,62%, acima dos 4,47% registrados até setembro e acima do teto de 4,5% da meta de inflação. O mercado, no boletim Focus, projeta IPCA de 5,22% em 2026.
Juros
A Selic está em 13,75% ao ano desde setembro, e o Focus prevê 13,25% no fim de 2026. O Copom se reúne em 3 e 4 de novembro e em 8 e 9 de dezembro. O IPCA cheio de outubro sai em 12 de novembro.
O Jornal25News continuará acompanhando o caso.
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