Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 26 de outubro de 2026.
Leitura Rápida — 1 Minuto
- Resultado: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25) com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL).
- Feito inédito: é o quarto mandato de Lula e a primeira vez que o segundo colocado no 1º turno vira a disputa presidencial.
- Diferença: cerca de 64,2 milhões de votos para Lula e 59,8 milhões para Flávio — aproximadamente 4,4 milhões de votos de vantagem.
- São Paulo: Lula venceu na capital e perdeu no interior; a abstenção no estado foi de 19,8%.
- Contestação: Flávio Bolsonaro não reconheceu o resultado e anunciou pedido de anulação; o TSE afirma que a apuração não foi comprometida.
Leitura Integral
Uma eleição decidida no detalhe
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) para seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. Com praticamente todas as urnas apuradas, o petista somou 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL). O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também foi reeleito na chapa.
Em números absolutos, Lula obteve cerca de 64,2 milhões de votos e Flávio, 59,8 milhões — uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de eleitores.
A virada que ninguém havia feito
O resultado tem peso histórico. No 1º turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos. Nunca antes, na história recente do país, um candidato que ficou em segundo lugar na primeira rodada havia conseguido virar a eleição presidencial no segundo turno.
A votação, porém, mostrou um país dividido ao meio. Flávio foi o mais votado em 14 estados e no Distrito Federal, enquanto Lula venceu em 12 unidades da Federação. Segundo levantamento da CNN Brasil, o petista perdeu em mais de 700 cidades onde havia vencido em 2022.
Como votou São Paulo
No estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o resultado foi partido em dois, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP): Lula venceu na capital e foi derrotado no interior. A abstenção no estado chegou a 19,8% do eleitorado.
Para o governo paulista não houve segundo turno: Tarcísio de Freitas (Republicanos) já havia sido reeleito em 4 de outubro, com 62,65% dos votos válidos, contra 36,42% de Fernando Haddad (PT). As duas vagas paulistas no Senado ficaram com Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
O voto dos brasileiros no exterior
Fora do país, segundo os boletins de urna publicados pelo TSE e compilados pela CNN Brasil, Lula obteve 53,86% dos votos válidos, contra 46,14% de Flávio. O senador venceu com folga no Japão e em Israel — com cerca de 80% dos votos — e também nos Estados Unidos, com 62,6%. Lula virou a disputa no exterior com os votos da Europa e do Oriente Médio.
Os governadores eleitos no 2º turno
Seis unidades da Federação também definiram seus governadores no domingo. Os eleitos tomam posse em 6 de janeiro de 2027:
- Acre: Mailza Assis (PP), reeleita com cerca de 66% dos votos válidos, sobre Alan Rick (Republicanos).
- Amazonas: Omar Aziz (PSD), com 61,42%, sobre Maria do Carmo Seffair (PL).
- Distrito Federal: Celina Leão (PP), reeleita com 57,18%, sobre Leandro Grass (PT).
- Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos), com 52,17%, sobre o governador Ricardo Ferraço (MDB).
- Rio Grande do Norte: Cadu de Lula (PT), com 50,77%, sobre Allyson Bezerra (União Brasil).
- Tocantins: Vicentinho Júnior (PSDB), com 64,52%, sobre Professora Dorinha (União Brasil).
Flávio não reconhece o resultado
Em pronunciamento após a apuração, Flávio Bolsonaro disse que não reconhece a vitória de Lula e que pedirá a anulação da eleição. O senador contesta a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação até as 19h nas seções que ainda estavam abertas. A própria campanha de Flávio, no entanto, havia pedido ao TSE a extensão do horário em municípios de cinco estados, por causa das chuvas.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a prorrogação exigiu medidas técnicas extras, mas não comprometeu a apuração nem alterou o resultado. Nos bastidores, aliados do senador atribuíram a derrota a erros da própria campanha e ao excesso de confiança.
Repercussão no Brasil e no mundo
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, parabenizou Lula e defendeu a união do país. No exterior, chefes de Estado de México, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Panamá, Chile e Cuba enviaram cumprimentos. Chamou atenção o telefonema do presidente chileno José Antonio Kast, conservador e próximo de Flávio Bolsonaro. O premiê canadense Mark Carney, o governo da China e o presidente francês Emmanuel Macron também felicitaram o brasileiro.
O Jornal25News continuará acompanhando o caso.
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