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SENADO 2027: PL TERÁ A MAIOR BANCADA, COM 29 SENADORES, E NOVA COMPOSIÇÃO PODERÁ MUDAR OS RUMOS DA POLÍTICA BRASILEIRA

Com 81 parlamentares, o Senado terá 13 partidos representados, além de um senador sem filiação. A renovação de 54 cadeiras fortalece a oposição e abre uma nova disputa pelo comando da Casa. Confira os nomes, estados e partidos dos senadores que deverão assumir ou continuar seus mandatos em fevereiro de 2027.

25news por 25news
28 de outubro de 2026
em Notícias do Parlamento, Política
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SENADO 2027: PL TERÁ A MAIOR BANCADA, COM 29 SENADORES, E NOVA COMPOSIÇÃO PODERÁ MUDAR OS RUMOS DA POLÍTICA BRASILEIRA
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SENADO 2027: PL TERÁ A MAIOR BANCADA, COM 29 SENADORES, E NOVA COMPOSIÇÃO PODERÁ MUDAR OS RUMOS DA POLÍTICA BRASILEIRA

Com 81 parlamentares, o Senado terá 13 partidos representados, além de um senador sem filiação. A renovação de 54 cadeiras fortalece a oposição e abre uma nova disputa pelo comando da Casa. Confira os nomes, estados e partidos dos senadores que deverão assumir ou continuar seus mandatos em fevereiro de 2027.

Centro Histórico da Cidade de São Paulo, quarta-feira, 28 de outubro de 2026.

JORNAL25NEWS – INDEPENDENTE
Política Nacional | Redação 25News


LEITURA RÁPIDA — 1 MINUTO

O Senado Federal terá uma nova configuração política a partir de 1º de fevereiro de 2027.

O Partido Liberal (PL) será a maior força partidária, com 29 senadores, representando 35,8% das 81 cadeiras.

O Partido dos Trabalhadores (PT) ocupará a segunda posição, com dez parlamentares, seguido pelo MDB, com oito, e pelo PP, com seis.

Nas eleições de outubro de 2026, os brasileiros escolheram 54 senadores. Os outros 27 mandatos, iniciados em 2023, continuam até janeiro de 2031.

A renovação será expressiva: 40 das 54 cadeiras disputadas passarão a ser ocupadas por novos parlamentares, o equivalente a aproximadamente 74%.

A bancada feminina deverá contar com 19 senadoras, representando 23,5% da Casa.

A nova composição poderá influenciar diretamente a votação de projetos, reformas constitucionais, indicações ao Supremo Tribunal Federal e a relação entre o Congresso Nacional e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


LEITURA INTEGRAL

1. A NOVA FORÇA POLÍTICA DO SENADO

O resultado das eleições de 2026 redesenhou o equilíbrio partidário do Senado Federal.

A principal mudança é o fortalecimento do Partido Liberal, que conquistou 19 das 54 vagas disputadas e deverá iniciar a próxima legislatura com 29 representantes.

Embora seja a maior bancada, o PL não terá maioria absoluta. Para aprovar matérias que exigem maioria simples ou absoluta, precisará negociar com outras legendas.

O PT, partido do presidente Lula, deverá contar com dez senadores.

A composição evidencia a importância das articulações com partidos de centro, que poderão exercer papel decisivo nas votações.

DISTRIBUIÇÃO DAS 81 CADEIRAS

Partido Senadores Percentual
PL 29 35,8%
PT 10 12,3%
MDB 8 9,9%
PP 6 7,4%
União Brasil 5 6,2%
Republicanos 5 6,2%
PSD 4 4,9%
PSB 4 4,9%
Novo 3 3,7%
PSDB 2 2,5%
Podemos 2 2,5%
Rede 1 1,2%
PDT 1 1,2%
Sem partido 1 1,2%
TOTAL 81 100%

Percentuais arredondados. Projeção oficial divulgada pela Agência Senado em 25 de outubro de 2026.


2. CONHEÇA OS 81 SENADORES PROJETADOS PARA 2027

A relação a seguir reúne os 54 eleitos em outubro de 2026 e os 27 ocupantes projetados das cadeiras com mandato até 2031.

Os partidos indicados correspondem à composição projetada, sujeita a mudanças de filiação, substituições e decisões judiciais.

REGIÃO NORTE

ACRE — AC

  1. Marcio Bittar — PL — eleito em 2026.
  2. Mara Rocha — Republicanos — eleita em 2026.
  3. Alan Rick — Republicanos — mandato até 2031.

AMAPÁ — AP

  1. Rayssa Furlan — Podemos — eleita em 2026.
  2. Lucas Barreto — PSD — eleito em 2026.
  3. Davi Alcolumbre — União Brasil — mandato até 2031.

AMAZONAS — AM

  1. Eduardo Braga — MDB — eleito em 2026.
  2. Plínio Valério — PSDB — eleito em 2026.
  3. Cheila Moreira — PT — suplente que assumirá a vaga de Omar Aziz, eleito governador.

PARÁ — PA

  1. Helder Barbalho — MDB — eleito em 2026.
  2. Chicão — União Brasil — eleito em 2026.
  3. Beto Faro — PT — mandato até 2031.

RONDÔNIA — RO

  1. Fernando Máximo — PL — eleito em 2026.
  2. Bruno Scheid — PL — eleito em 2026.
  3. Jaime Bagattoli — PL — mandato até 2031.

RORAIMA — RR

  1. Nicoletti — PL — eleito em 2026.
  2. Teresa Surita — MDB — eleita em 2026.
  3. Dr. Hiran — PP — mandato até 2031.

TOCANTINS — TO

  1. Eduardo Gomes — PL — eleito em 2026.
  2. Alexandre Guimarães — MDB — eleito em 2026.
  3. Professora Dorinha Seabra — União Brasil — mandato até 2031.

REGIÃO NORDESTE

ALAGOAS — AL

  1. Arthur Lira — PP — eleito em 2026.
  2. Marina JHC — PSDB — eleita em 2026.
  3. Renan Filho — MDB — mandato até 2031.

BAHIA — BA

  1. Rui Costa — PT — eleito em 2026.
  2. Jaques Wagner — PT — eleito em 2026.
  3. Otto Alencar — PSD — mandato até 2031.

CEARÁ — CE

  1. Cid Gomes — PSB — eleito em 2026.
  2. Luizianne Lins — Rede — eleita em 2026.
  3. Augusta Brito — PT — ocupante projetada da cadeira de Camilo Santana, eleito em 2022.

MARANHÃO — MA

  1. André Fufuca — PP — eleito em 2026.
  2. Lahesio Bonfim — Novo — eleito em 2026.
  3. Ana Paula Lobato — PSB — mandato até 2031.

PARAÍBA — PB

  1. João Azevêdo — PSB — eleito em 2026.
  2. Veneziano Vital do Rêgo — MDB — eleito em 2026.
  3. Efraim Filho — União Brasil — mandato até 2031.

PERNAMBUCO — PE

  1. Humberto Costa — PT — eleito em 2026.
  2. Marília Arraes — PDT — eleita em 2026.
  3. Teresa Leitão — PT — mandato até 2031.

PIAUÍ — PI

  1. Marcelo Castro — MDB — eleito em 2026.
  2. Júlio César — PSD — eleito em 2026.
  3. Jussara Lima — PSD — ocupante projetada da cadeira eleita em 2022.

RIO GRANDE DO NORTE — RN

  1. Styvenson Valentim — Podemos — eleito em 2026.
  2. Samanda de Lula — PT — eleita em 2026.
  3. Rogério Marinho — PL — mandato até 2031.

SERGIPE — SE

  1. Rogério Carvalho — PT — eleito em 2026.
  2. Alessandro Vieira — MDB — eleito em 2026.
  3. Laércio Oliveira — PP — mandato até 2031.

REGIÃO CENTRO-OESTE

DISTRITO FEDERAL — DF

  1. Michelle Bolsonaro — PL — eleita em 2026.
  2. Bia Kicis — PL — eleita em 2026.
  3. Damares Alves — Republicanos — mandato até 2031.

GOIÁS — GO

  1. Gustavo Gayer — PL — eleito em 2026.
  2. Gracinha Caiado — União Brasil — eleita em 2026.
  3. Wilder Morais — PL — mandato até 2031.

MATO GROSSO — MT

  1. Mauro Mendes — União Brasil — eleito em 2026.
  2. Zé Medeiros — PL — eleito em 2026.
  3. Wellington Fagundes — PL — mandato até 2031.

MATO GROSSO DO SUL — MS

  1. Reinaldo Azambuja — PL — eleito em 2026.
  2. Capitão Contar — PL — eleito em 2026.
  3. Tereza Cristina — PP — mandato até 2031.

REGIÃO SUDESTE

ESPÍRITO SANTO — ES

  1. Renato Casagrande — PSB — eleito em 2026.
  2. Evair de Melo — Republicanos — eleito em 2026.
  3. Magno Malta — PL — mandato até 2031.

MINAS GERAIS — MG

  1. Domingos Sávio — PL — eleito em 2026.
  2. Marília Campos — PT — eleita em 2026.
  3. Alex Diniz — PL — suplente que assumirá a vaga de Cleitinho, eleito governador.

RIO DE JANEIRO — RJ

  1. Carlos Portinho — PL — eleito em 2026.
  2. Carlos Jordy — PL — eleito em 2026.
  3. Romário — sem partido — mandato até 2031.

SÃO PAULO — SP

  1. Guilherme Derrite — PP — eleito em 2026.
  2. André do Prado — PL — eleito em 2026.
  3. Marcos Pontes — PL — mandato até 2031.

REGIÃO SUL

PARANÁ — PR

  1. Filipe Barros — PL — eleito em 2026.
  2. Deltan Dallagnol — Novo — eleito em 2026, com registro de candidatura ainda submetido à análise do TSE.
  3. Luís Felipe Cunha — PL — suplente que assumirá a cadeira de Sergio Moro, eleito governador.

RIO GRANDE DO SUL — RS

  1. Ubiratan Sanderson — PL — eleito em 2026.
  2. Marcel Van Hattem — Novo — eleito em 2026.
  3. Hamilton Mourão — Republicanos — mandato até 2031.

SANTA CATARINA — SC

  1. Carol de Toni — PL — eleita em 2026.
  2. Carlos Bolsonaro — PL — eleito em 2026.
  3. Jorge Seif — PL — mandato até 2031.

Nota da redação: a relação identifica os ocupantes projetados das 81 cadeiras, não uma lista definitiva de parlamentares em exercício. Licenças, mudanças partidárias, decisões eleitorais e substituições poderão alterar a composição até a posse.


3. SÃO PAULO TERÁ TRÊS SENADORES LIGADOS AO CAMPO DA DIREITA

O maior colégio eleitoral do país terá a seguinte representação projetada:

Guilherme Derrite — PP

Eleito em 2026, o ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo chega ao Senado com uma trajetória política associada à defesa de políticas de segurança pública mais rigorosas.

André do Prado — PL

Presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, conquistou uma das duas vagas em disputa nas eleições de outubro.

Marcos Pontes — PL

Ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações e primeiro astronauta brasileiro, permanece no Senado com mandato até janeiro de 2031.

A representação paulista poderá desempenhar papel relevante nos debates sobre segurança pública, desenvolvimento econômico, infraestrutura e políticas federativas.


4. A OPOSIÇÃO TERÁ FORÇA PARA IMPOR SUA AGENDA?

O crescimento do PL representa uma mudança significativa na correlação de forças do Senado.

Entretanto, possuir a maior bancada não significa controlar automaticamente a Casa.

Para aprovar determinadas matérias, será necessário alcançar diferentes quóruns:

  • 41 votos: maioria absoluta dos 81 senadores, exigida para diversas decisões.
  • 49 votos: três quintos dos integrantes, necessários para aprovação de propostas de emenda à Constituição, em dois turnos.
  • 54 votos: dois terços da composição, exigidos em julgamentos de responsabilidade de determinadas autoridades.

Esses números mostram que a negociação política continuará sendo indispensável.

A eleição para a presidência do Senado será um dos primeiros testes da capacidade de articulação das forças políticas.


5. O PAPEL DO SENADO NA RELAÇÃO COM O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

A Constituição atribui ao Senado competências que ultrapassam a elaboração de leis.

Entre elas estão a aprovação de determinadas indicações presidenciais, inclusive de ministros do Supremo Tribunal Federal, e o julgamento de autoridades nos casos previstos constitucionalmente.

A composição da Casa também poderá influenciar discussões sobre reformas do Judiciário, limites institucionais e mecanismos de fiscalização.

Entretanto, o fortalecimento numérico de um partido não significa que seus integrantes votarão necessariamente de maneira uniforme.

A atuação dos senadores dependerá das lideranças partidárias, das alianças políticas e das circunstâncias de cada votação.


6. MULHERES OCUPARÃO 19 DAS 81 CADEIRAS

A representação feminina deverá chegar a 19 parlamentares, correspondentes a 23,5% do Senado.

Embora represente uma presença importante, o percentual permanece distante da proporção de mulheres na população brasileira.

Entre os nomes projetados estão Michelle Bolsonaro, Bia Kicis, Damares Alves, Tereza Cristina, Carol de Toni, Teresa Leitão, Marília Campos e Luizianne Lins.

A presença feminina atravessa diferentes partidos e posições ideológicas.


7. O CASO DELTAN DALLAGNOL AINDA DEPENDE DA JUSTIÇA ELEITORAL

Uma das situações jurídicas que exigem acompanhamento envolve o ex-procurador da República Deltan Dallagnol, eleito senador pelo Paraná.

Segundo a Agência Senado, o registro de sua candidatura ainda depende de decisão definitiva do Tribunal Superior Eleitoral.

O questionamento está relacionado à decisão que levou à cassação de seu registro como deputado federal em 2023.

O presidente do TSE suspendeu os efeitos de uma decisão individual contrária ao registro, permitindo a contabilização dos votos enquanto o caso aguarda julgamento.

Caso o indeferimento seja confirmado, poderá ser necessária uma eleição suplementar para a vaga.

Portanto, a composição partidária divulgada para 2027 ainda não pode ser considerada absolutamente definitiva.


8. O QUE ESPERAR DO SENADO A PARTIR DE FEVEREIRO?

O próximo Senado deverá ser marcado por intensa negociação entre governo, oposição e partidos independentes.

O PL terá força para liderar iniciativas legislativas, apresentar propostas e influenciar o debate nacional.

O PT precisará construir maiorias para sustentar projetos do Executivo.

MDB, PP, União Brasil, Republicanos e outras legendas poderão ocupar posições estratégicas na formação dessas maiorias.

A disputa pela presidência da Casa, pelas comissões permanentes e pelas relatorias de projetos importantes será determinante para o funcionamento do Legislativo.

ANÁLISE DO JORNAL25NEWS

O resultado eleitoral revela um Senado politicamente mais favorável às forças conservadoras, mas também fragmentado em diferentes partidos.

A principal questão não será apenas qual legenda possui mais cadeiras, mas quais alianças conseguirão transformar representação parlamentar em decisões efetivas.

O novo equilíbrio poderá produzir maior fiscalização do Executivo, disputas institucionais e dificuldades para a aprovação de determinadas propostas.

Também poderá favorecer acordos entre governo e oposição em matérias de interesse nacional.

O Senado de 2027 terá uma nova correlação de forças. O alcance dessa transformação dependerá da capacidade de negociação dos 81 representantes dos estados brasileiros.


FONTES E CRITÉRIOS EDITORIAIS

Reportagem elaborada a partir das informações divulgadas pela Agência Senado em 4 e 25 de outubro de 2026, da relação de senadores eleitos em 2022 e dos resultados das eleições de 2026.

A composição partidária corresponde à projeção oficial de 25 de outubro de 2026.

A relação poderá sofrer alterações até a posse de fevereiro de 2027.


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