Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 26 de outubro de 2026.
Leitura Rápida — 1 Minuto
- O contrato: o Governo de São Paulo assinou em 22 de outubro a PPP do Novo Centro Administrativo, nos Campos Elíseos, com investimento estimado em R$ 6 bilhões e concessão de 30 anos.
- Quem vem: cerca de 22 mil servidores estaduais, hoje espalhados por quase 40 endereços na capital, passarão a trabalhar no mesmo complexo.
- O projeto: sete edifícios e dez torres, teatro, auditórios, restauro de 17 imóveis tombados e 25 mil m² para comércio e serviços.
- Para o bairro: novo terminal de ônibus e ampliação de mais de 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel.
- Empregos: estimativa de 38 mil vagas durante as obras e 2,8 mil empregos formais no comércio e nos serviços.
Leitura Integral
A maior aposta no Centro em décadas
O Governo do Estado de São Paulo assinou, no dia 22 de outubro, o contrato da parceria público-privada (PPP) que vai implantar o Novo Centro Administrativo no bairro dos Campos Elíseos, no Centro da capital. O investimento estimado é de R$ 6 bilhões, com concessão de 30 anos.
A obra ficará a cargo da Concessionária Novo Centro SP, que venceu o leilão realizado na B3 em fevereiro, com desconto de 9,62% sobre a contraprestação mensal máxima prevista no edital, de R$ 76,6 milhões.
22 mil servidores no mesmo endereço
Hoje, cerca de 22 mil servidores estaduais trabalham espalhados por quase 40 endereços diferentes na capital. Com o novo complexo, eles passarão a ocupar um único conjunto de prédios, o que, segundo o governo, deve reduzir custos com aluguel e manutenção e facilitar o atendimento ao cidadão.
O que será construído
O projeto prevê sete edifícios e dez torres, além de teatro, auditórios e salas multiuso. Também estão previstos o restauro de 17 imóveis tombados, 25 mil metros quadrados destinados a comércio e serviços, a ampliação de mais de 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel e um novo terminal de ônibus.
O cronograma
- Ano 1: planos, projetos, licenças e início das intervenções no Terminal Luz.
- Ano 2: conclusão dos estudos, entrega do Terminal Luz e fim das desapropriações.
- Ano 3: início das obras das quadras 24 e 25 e de outras quadras, além da urbanização.
- Ano 4: primeiras entregas e restauro dos imóveis tombados.
- Ano 5: conclusão das demais quadras.
O que muda para o comércio do Centro
Para o comércio da região central — dos Campos Elíseos e da Luz à Santa Ifigênia, à 25 de Março e ao Brás — a chegada de 22 mil servidores representa um novo fluxo diário de consumidores, com demanda por alimentação, serviços, papelaria, vestuário e transporte. A estimativa oficial é de 38 mil empregos durante as obras e 2,8 mil vagas formais no comércio e nos serviços do próprio complexo.
Segundo o governo, o objetivo é reconectar a região à sua história e estimular moradia, negócios e ocupação contínua da área. Uma pesquisa Datafolha citada pelo Estado indica que 64% dos paulistanos consideram a mudança ótima ou boa.
O desafio, apontado por moradores e comerciantes da região há anos, será garantir que o projeto venha acompanhado de segurança, zeladoria e políticas sociais para a população vulnerável que vive no entorno da Luz, para que a revitalização seja duradoura.
O Jornal25News continuará acompanhando o caso.
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