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MÁFIA DO ICMS: OPERAÇÃO MIRA FRAUDE DE R$ 3,8 BILHÕES

Força-tarefa faz buscas em endereços de Nelson Wilians e joga luz sobre esquema que vendia créditos fiscais falsos a centenas de empresas.

Maria Alice por Maria Alice
16 de julho de 2026
em Economia, Justiça, Polícia
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MÁFIA DO ICMS: OPERAÇÃO MIRA FRAUDE DE R$ 3,8 BILHÕES
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Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 15 de julho de 2026.

 

Uma megaoperação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), deflagrada nesta quarta-feira, colocou sob holofotes um esquema colossal, que sonegou impressionantes R$ 3,8 bilhões em ICMS, invadindo os escritórios e a luxuosa residência de um dos advogados mais influentes do país.

A ENGRENAGEM DO FATO: A engenharia financeira por trás da chamada Operação Distrato funcionava de forma agressiva e sedutora. Escritórios de consultoria e de advocacia, vendiam créditos tributários falsos de ICMS para pequenas e médias empresas, prometendo reduções milagrosas de impostos.

Com a ilusão de pagar apenas 10% do imposto real devido ao Estado, os empresários compravam esses supostos créditos e pagavam aos intermediários, honorários de êxito que chegavam a abusivos 70% do valor da “vantagem”. Para atrair novos clientes e garantir credibilidade ao esquema, os cabeças da operação chegavam às reuniões a bordo de helicópteros e carros importados de luxo. Quando o fisco descobria a fraude e aplicava multas pesadas, os golpistas geravam telas e comprovantes falsos em sistemas de computador para enganar as próprias vítimas, fazendo-as acreditar que a situação estava regularizada.

VOZES E ANÁLISE: De acordo com o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA/SP), o rombo milionário causa um estrago brutal, que atinge diretamente o bolso e o bem-estar do povo de São Paulo. “A fraude compromete de forma grave a concorrência desleal e a isonomia tributária do estado. Empresas sérias perdem competitividade diante daqueles que utilizam artifícios ilegais”, explicam os promotores do MPSP.

Representantes da Secretaria da Fazenda e Planejamento e da Procuradoria-Geral do Estado, apontam que os recursos desviados representam uma perda criminosa para a sociedade. “R$ 3,8 bilhões de sonegação, são recursos públicos que deixam de ser aplicados em leitos de hospitais, merenda escolar de qualidade e segurança pública nas nossas calçadas”, declarou a força-tarefa em coletiva de imprensa realizada no centro paulistano.

DADOS OFICIAIS:

Valor/Pena: Fraude de R$ 3,8 bilhões sob investigação; crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, falsidade documental e organização criminosa com penas somadas que podem passar de 15 anos de prisão.

Base Legal: Artigo 1º da Lei nº 8.137/90 (Crimes contra a Ordem Tributária) e Lei nº 12.850/13 (Organização Criminosa).

Localização: Mandados cumpridos em São Paulo, Campinas, Jundiaí e Ribeirão Preto (SP), além de Londrina e Cambé (PR).

Impacto Social: 752 empresas autuadas pelo fisco; interrupção de um dreno bilionário que desviava dinheiro que deveria custear saúde e segurança.

O RIGOR DA LEI: O cidadão que trabalha sob as regras do jogo, não pode aceitar que a opulência de uns poucos, seja patrocinada pelo roubo sistemático de impostos. Ver mansões em bairros nobres e frotas de carros importados sendo financiados pelo suor alheio, enquanto o caixa do Estado é asfixiado, é o retrato da mais pura injustiça social.

A lei deve ser cega e implacável, sem se intimidar pelo poder econômico ou pela fama dos investigados. Os escritórios de advocacia que deveriam zelar pela Constituição não podem agir como balcões de negócios e lavanderias de dinheiro.

A resposta do Judiciário e das polícias precisa ser severa: bloqueio integral dos bens, apreensão de luxos e punição exemplar para cada envolvido na fraude. A ordem social e a justiça fiscal dependem do fim definitivo da impunidade dos crimes de colarinho branco.

AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:

Você acredita que a Justiça brasileira vai punir com o devido rigor os grandes escritórios envolvidos na fraude de R$ 3,8 bilhões, ou a influência econômica dos investigados vai acabar transformando mais essa megaoperação em pizza?

 

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