A ecoansiedade — angústia crônica, medo paralisante ou sensação de luto antecipado diante da crise climática — deixou de ser um termo de nicho e tornou-se uma preocupação de saúde pública no Brasil. Pelo menos três grandes projetos nacionais estão mapeando o fenômeno em 2025–2026, mostrando que milhões de brasileiros, especialmente jovens entre 16 e 35 anos, apresentam sintomas clínicos relacionados ao aquecimento global, ao desmatamento da Amazônia, às enchentes recorrentes e à sensação de impotência diante de governos que demoram a agir.
Principais projetos em andamento no Brasil

- Estudo Ecoansiedade Brasil (USP / UNIFESP / Fiocruz – 2024–2027)
- Coordenação: Profªs Lúcia Abreu (USP) e Francisco Lotufo Neto (UNIFESP)
- Amostra inicial: ~4.800 pessoas (16–65 anos) em 12 capitais + interior amazônico e semiárido nordestino
- Resultados preliminares (dez/2025):
- 34% dos respondentes entre 16–29 anos apresentam ecoansiedade moderada a grave (escore ≥ 25 na Climate Anxiety Scale).
- 62% dos jovens relatam “sentimento frequente de culpa por ações de outras gerações”.
- 41% dizem que a crise climática afeta diretamente seu sono, apetite ou concentração.
- Regiões mais afetadas: Norte (Amazônia Legal) e Nordeste (secas recorrentes).
- Próxima fase (2026): acompanhamento longitudinal + intervenção psicológica em escolas públicas.
- Projeto Clima & Mente (UFRJ / UFRGS / PUCRS – financiado pelo CNPq)
- Foco: adolescentes e jovens adultos (14–24 anos)
- Resultado mais impactante até agora: ecoansiedade grave correlaciona-se com aumento de 2,8 vezes no risco de ideação suicida em jovens que moram em áreas diretamente afetadas por eventos climáticos extremos (enchentes RS 2024, queimadas AM 2025, seca NE 2025).
- Publicação principal esperada: junho de 2026 na The Lancet Planetary Health.
- Pesquisa Ecoestresse e Saúde Mental (Fiocruz Amazônia / UFPA)
- Amostra: comunidades ribeirinhas e indígenas do Pará e Amazonas
- Achado principal: luto ecológico coletivo (perda de territórios, rios secos, desaparecimento de espécies) está associado a depressão em 38% e transtorno de estresse pós-traumático em 21% dos entrevistados.
- Termo cunhado pela equipe: “luto pela floresta” — sofrimento pela perda irreversível de ecossistemas que sustentam identidade cultural.
Números que preocupam

- 34–41% dos jovens (16–29 anos) relatam sintomas moderados a graves de ecoansiedade (estudos USP/UNIFESP e UFRJ).
- Aumento de 210% nas buscas por “ecoansiedade” e “ansiedade climática” no Google Brasil entre 2023 e 2025.
- Crescimento de 68% nas consultas psicológicas relacionadas a “medo do futuro climático” em clínicas particulares de SP e RJ (dados da Sociedade Brasileira de Psicologia).
- Regiões mais afetadas:
- Amazônia Legal: medo de perda irreversível da floresta + migração forçada.
- Nordeste: ansiedade ligada à seca crônica e insegurança alimentar.
- Sul/Sudeste: trauma pós-enchentes (RS 2024) + ondas de calor extremas.
O que os especialistas estão recomendando
- Psicoterapia focada em clima (climate-aware therapy): adaptar TCC e ACT para trabalhar luto ecológico e sensação de impotência.
- Ação coletiva como antídoto: participar de movimentos ambientais reduz sintomas em até 40% (estudo UFRJ 2025).
- Educação climática nas escolas: inclusão obrigatória de conteúdos sobre saúde mental e crise climática (PL em tramitação na Câmara).
- Cuidados básicos diários:
- Limitar exposição a notícias catastróficas (dose controlada).
- Práticas de conexão com a natureza (forest bathing, caminhadas em parques).
- Grupos de apoio presenciais ou online (já existem em SP, RJ, Porto Alegre e Manaus).
A ecoansiedade não é mais vista como “exagero de jovem mimado”. É um sofrimento real, mensurável e crescente, reconhecido pela OMS como parte da “crise de saúde mental planetária”. No Brasil, os projetos USP/UNIFESP/Fiocruz e UFRJ/PUCRS devem publicar resultados completos ainda em 2026, provavelmente influenciando políticas públicas de saúde mental e educação ambiental.
Enquanto o planeta aquece, a mente brasileira também sofre. E a ciência começa a mostrar: cuidar da saúde mental é tão urgente quanto plantar árvores ou reduzir emissões. Porque sem mente saudável, não há luta climática possível.
O Jornal 25News acompanha os resultados desses estudos e como o Brasil está (ou não) preparando jovens e adultos para viver em um mundo que muda rápido demais. Se você sente ecoansiedade, saiba: você não está sozinho — e o sentimento tem nome e tratamento.
🤝 Apoio Institucional
Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China
APECC – Associação Paulista de Empreendedores
Shopping Circuito das Compras – O Maior Shopping Popular do Brasil
Calabria – Oportunidades de Negócios
Advocacia Marcovicchio
Lit Pró Digital
Gostou deste conteúdo? Fique por dentro das principais notícias de São Paulo e região. Curta, compartilhe e siga o Jornal 25 News nas redes sociais!
📲 Redes Sociais | Jornal25News – Independente
Quer saber mais de tudo que está acontecendo à sua volta e as últimas notícias?
📬 Clique aqui e navegue pelo nosso portal Jornal25News – Independente
👍 Curta nossa página no Facebook
📸 Siga nosso Instagram
🐦 Nos siga no Twitter (X)
📤 Compartilhe essa matéria em todas as redes



