Os chamados “pancadões” — aglomerações noturnas com som automotivo em alta potência — continuam sendo um dos maiores problemas de perturbação do sossego na cidade de São Paulo. Dados inéditos obtidos pela Lei de Acesso à Informação (LAI) pela reportagem mostram que, em 2025, a Polícia Militar recebeu 104.390 chamadas relacionadas a pancadões em toda a capital — média de 286 queixas por dia, ou cerca de 12 por hora durante a madrugada.
O número representa um aumento de 18% em relação a 2024 e coloca o 190 sob pressão extrema: em noites de sexta e sábado, o tempo médio de resposta a essas ocorrências chega a 2h12min — quase o triplo do tempo médio para outras emergências.
Números que mostram a dimensão do problema

- Total de chamadas por pancadão: 104.390
- Média diária: 286
- Pico mensal: janeiro 2025 (12.840 chamadas) e dezembro 2025 (11.920)
- Regiões com maior volume:
- Zona Leste (Itaquera, São Mateus, Guaianases, Cidade Tiradentes): 38% das ocorrências
- Zona Sul (Capão Redondo, Cidade Ademar, Parelheiros): 29%
- Zona Norte (Brasilândia, Jaçanã, Vila Maria): 17%
- Centro e arredores: 9%
- Zona Oeste: 7%
- Multas aplicadas (Lei do Silêncio + Lei do Pancadão): apenas 12.400 multas em todo o ano (menos de 12% das ocorrências geraram autuação efetiva).
- Veículos apreendidos: 4.820 (média de 13 por dia).
- Tempo médio de resposta: 2h12min (pico de 4h47min em noites de alta demanda).
Principais problemas relatados
- Sobrecarga no 190: em fins de semana, até 40% das chamadas são relacionadas a pancadões, tirando viaturas de ocorrências mais graves (roubos, violência doméstica, acidentes).
- Falta de efetivo específico: a PM conta com apenas ~1.200 agentes dedicados ao patrulhamento ostensivo noturno em toda a capital (média de 1 policial para cada 9.000 habitantes).
- Dificuldade de abordagem: muitos condutores fogem ao ver viatura, levando a perseguições de risco.
- Impacto na saúde: moradores relatam insônia crônica, estresse, ansiedade e piora de quadros de hipertensão e depressão (estudo da Unifesp 2025).
Medidas em curso e propostas
- Prefeitura:
- Ampliação do Programa de Fiscalização de Perturbação do Sossego (multa de R$ 4 mil a R$ 20 mil + apreensão do veículo).
- Criação de unidades móveis de medição de ruído em 12 pontos críticos.
- Projeto de lei para aumentar o valor da multa em até 5× em caso de reincidência.
- Polícia Militar:
- Operação “Silêncio Urbano” com reforço de 800 homens nos fins de semana.
- Uso de drones com microfone direcional para identificar veículos em locais de difícil acesso.
- Comunidade:
- Grupos de WhatsApp e Telegram de moradores (“SOS Pancadão” em várias regiões) já têm mais de 45 mil participantes que compartilham localização em tempo real.
Os 286 chamados diários mostram que o pancadão não é mais um “problema de bairro” — é uma questão de saúde pública e segurança urbana em escala metropolitana. Enquanto a fiscalização avança lentamente, o barulho continua sendo o principal motivo de reclamação no 156 e no 190 da capital.
O Jornal 25News acompanhará as ações da prefeitura e da PM nos próximos fins de semana de Carnaval. Porque, em São Paulo, o direito ao sossego está competindo com o volume máximo dos alto-falantes — e, por enquanto, quem está perdendo é quem precisa dormir para trabalhar no dia seguinte.
Apoio Institucional
Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China
APECC – Associação Paulista de Empreendedores
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Calabria – Oportunidades de Negócios
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