🚨 OPERAÇÃO POÇO DE LOBATO: A QUEDA DO MAIOR DEVEDOR CONTUMAZ DO BRASIL
Fraude, blindagem patrimonial e uma dívida de R$ 26 bilhões entram na mira das forças policiais
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, Quinta-Feira, 27 de Novembro de 2025
Por Konstantino Ferdinando — Jornal25News – Independente
🎯 
Refit, dona da Refinaria de Manguinhos, é alvo de megaoperação em cinco Estados; Receita, MP e forças policiais investigam esquema bilionário de sonegação e ocultação de bens.
🔎 1. O ALVO: O MAIOR DEVEDOR CONTUMAZ DO PAÍS
O grupo Refit, proprietário da Refinaria de Manguinhos (RJ), voltou ao centro da cena policial.
Ela não é apenas uma empresa grande. É — segundo a própria Receita Federal — o maior devedor contumaz do Brasil.
A dívida? Mais de R$ 26 bilhões.
Valores devidos à União e a vários Estados.
Dívida que não nasce do acaso: nasce de sonegação sistemática, calculada, usada como método de negócio.
No jargão policial: crime tributário com profissionalismo empresarial.
🔥 2. A ENGENHARIA DO CRIME: BLINDAGEM, FUNDOS E TESTAS-DE-FERRO
A Operação Poço de Lobato foi deflagrada justamente para desmontar a engrenagem que sustentava esse rombo.
E o esquema, segundo os investigadores, não era amador:
- 💼 Fundos de investimento usados como cortina patrimonial;
- 🌍 Empresas no exterior para deslocar, esconder e reempacotar bens;
- 🧾 Estruturas paralelas para dificultar a cobrança bilionária.
A ofensiva colocou a máquina do Estado em movimento:
👉 126 mandados de busca e apreensão,
👉 executados em cinco Estados: SP, RJ, MG, DF e BA.
Grampos, relatórios financeiros, cooperação entre Receita, PF e órgãos estaduais — toda a caixa de ferramentas foi aberta.
O recado jurídico é claro: ninguém com dívida bilionária se esconde atrás de fachada para sempre.
🕵️ 3. A SOMBRA DA “CARBONO OCULTO” — E A DISPUTA ENTRE ÓRGÃOS
A Receita Federal identificou cruzamentos financeiros entre o grupo Refit e pessoas/empresas investigadas na Operação Carbono Oculto (Agosto/2025), que mapeava lavagem de dinheiro do crime organizado via combustíveis e fundos.
Mas aqui surge o conflito dentro das próprias autoridades:
- A Receita afirma que existiam vínculos financeiros claros.
- Já o Governo de São Paulo e o Ministério Público Paulista discordam.
Segundo o promotor Alexandre Castilho, os dois grupos:
✔ atuam no mesmo mercado,
✔ concorrem entre si,
✔ e os negócios cruzados eram “pontuais”, não estruturais.
Para o MP paulista, a Poço de Lobato não é uma continuação da Carbono Oculto, mas uma operação totalmente independente.
Em linguagem policial:
➡ a Receita vê conexão;
➡ o MP vê coincidência;
➡ o mercado tem cheiro de gasolina e dinheiro;
➡ a verdade ainda está no meio da fumaça.
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