O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vive uma das maiores crises institucionais de sua história recente, com uma onda de exonerações e pedidos de demissão em áreas técnicas cruciais — incluindo a Coordenação de Contas Nacionais, responsável pelo cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) —, denúncias de uso de publicações oficiais para propaganda política e acusações de retaliação contra servidores que criticaram a gestão do presidente Marcio Pochmann. A crise explodiu em janeiro de 2026, exatamente às vésperas da divulgação do PIB de 2025 (prevista para março), e já resultou em pelo menos cinco exonerações de alto escalão na área de contas nacionais e publicações.
A debandada que abalou o IBGE

- 19 de janeiro: Exoneração da coordenadora de Contas Nacionais, Rebeca Palis, após quase uma década no cargo.
- Semana seguinte: Saída do vice-coordenador Cristiano Martins e das gerentes Claudia Dionísio (Contas Nacionais Trimestrais) e Amanda Tavares (substituta).
- 28 de janeiro: Exoneração da gerente de Sistematização de Conteúdos Informacionais, Ana Raquel Gomes da Silva (servidora com mais de 40 anos de casa), que havia denunciado, em 2025, o uso de publicação oficial (“Brasil em Números 2024”) para propaganda do governo de Pernambuco (prefácio assinado pela governadora Raquel Lyra).
Fontes internas e o sindicato Assibge-SN classificam as exonerações como retaliação a servidores que assinaram cartas de repúdio à gestão Pochmann e denunciaram “interferência política” em publicações técnicas.
As denúncias de propaganda política
- Caso principal: A publicação “Brasil em Números 2024” incluiu prefácio da governadora Raquel Lyra (PSDB-PE) listando realizações de seu governo e elogiando a “atual gestão do IBGE”. Servidores da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE) e da área de publicações denunciaram o texto como propaganda política em material oficial, violando a neutralidade técnica do instituto.
- Carta de repúdio: Mais de 600 servidores (incluindo quase 300 chefias) assinaram documento pedindo a saída de Pochmann por “comportamento autoritário” e “ações de caráter predominantemente midiático”.
- Outros episódios: Críticas a comunicados da presidência com tom político e à tentativa de criação da Fundação IBGE+ (suspensa em 2025 após protestos).
Impacto na divulgação do PIB

A divulgação do PIB de 2025 está marcada para 3 de março de 2026. Com a debandada na equipe responsável pelo cálculo, há temores de:
- Atraso na publicação.
- Questionamentos sobre a credibilidade dos números (especialmente em ano de eleições municipais e pressão por indicadores positivos).
O IBGE nega interferência política e afirma que as mudanças são parte de “processo de transição planejado”. Pochmann classificou as críticas como “fake news” e “ataques ideológicos”.
Repercussão política e institucional
- Oposição: PL, Novo e parte do União Brasil cobram CPI ou intervenção do TCU.
- Base aliada: Silêncio majoritário, mas deputados do PT e PCdoB defendem Pochmann como “gestor qualificado”.
- Sindicato (Assibge): “É uma caça às bruxas contra quem defende a autonomia técnica do IBGE”.
- Mercado: Analistas temem perda de confiança nos indicadores oficiais, o que pode impactar decisões de investimento e política monetária.
O Desfecho
- Cinco exonerações confirmadas em áreas sensíveis (Contas Nacionais e Publicações).
- Carta com mais de 600 assinaturas pedindo a saída de Pochmann.
- Inquérito no MPF e procedimento no TCU em andamento.
- Divulgação do PIB: Mantida para março, mas com equipe remanejada e sob escrutínio.
A crise no IBGE expõe uma tensão antiga: até que ponto um órgão técnico pode (ou deve) ser gerido por indicações políticas? Com o PIB de 2025 às portas, o Brasil assiste a um momento delicado em que a credibilidade das estatísticas oficiais está em jogo.
O Jornal 25News acompanha os próximos capítulos dessa crise que mistura técnica, política e a independência de um dos órgãos mais importantes do país. Porque, quando o IBGE treme, a economia inteira sente.
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