Um relatório conjunto da Organização Meteorológica Mundial (OMM), do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado nesta semana durante a Assembleia Mundial da Saúde, traz um alerta grave: o planeta não está preparado para os níveis de calor extremo que já são inevitáveis nas próximas duas décadas, mesmo se as emissões globais forem reduzidas drasticamente a partir de agora.
O documento — intitulado “Heat Action 2026: A Crise de Calor que Já Chegou” — projeta que, até 2040, o número de dias com calor extremo (índice de calor acima de 41 °C) pode aumentar 3 a 5 vezes em relação à média 1981–2010 em grande parte das regiões tropicais e subtropicais, incluindo o Brasil, Índia, Oriente Médio, África Subsaariana e Sudeste Asiático. A conclusão central é clara: a maioria das cidades, infraestruturas e sistemas de saúde do mundo não está preparada para proteger a população desses eventos.
Principais alertas do relatório

- Calor extremo já é mortal em 2025–2026
- 2025 foi o ano mais quente já registrado (+1,62 °C acima da média pré-industrial).
- Ondas de calor causaram ~489 mil mortes em 2025 (estimativa OMS), número que pode dobrar até 2040.
- No Brasil: 2025 registrou mais de 2.800 mortes diretamente ligadas ao calor (dados preliminares do Ministério da Saúde), com picos no Norte e Nordeste.
- Cidades não estão preparadas
- Apenas 31% das grandes cidades do mundo têm planos de ação contra calor efetivos e financiados (muitos são apenas documentos).
- No Brasil: apenas 12 capitais possuem planos operacionais reais de calor extremo (São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Curitiba entre elas).
- Infraestrutura crítica (hospitais, escolas, transporte público, abrigos) não foi adaptada para temperaturas acima de 40–45 °C com umidade alta.
- Grupos mais vulneráveis
- Idosos (+65 anos): risco 3–5 vezes maior.
- Crianças e gestantes.
- Trabalhadores ao ar livre (agricultura, construção, coleta de lixo).
- Populações em favelas e periferias sem acesso a água potável e ventilação adequada.
- Impactos econômicos projetados
- Perda de produtividade por calor extremo: US$ 2,4–3,8 trilhões/ano globalmente em 2040 (FMI/ILO).
- No Brasil: estimativa de R$ 180–280 bilhões/ano em perdas agrícolas, industriais e de saúde até 2040.
Recomendações urgentes da OMS/OMM/IPCC

- Planos de ação contra calor obrigatórios em todas as cidades acima de 100 mil habitantes até 2028.
- Sistemas de alerta precoce com 48–72 horas de antecedência (já implantados em apenas 45% das cidades tropicais).
- Infraestrutura adaptada: telhados brancos/refletivos, arborização maciça, pontos de hidratação públicos, transporte público climatizado.
- Proteção trabalhista: limite legal de exposição ao calor para trabalhadores ao ar livre (ex.: pausas obrigatórias acima de 35 °C de sensação térmica).
- Redução de emissões + remoção de carbono: corte global de 43% até 2030 (meta de Paris) ainda longe de ser cumprida.
Situação no Brasil
- Ondas de calor 2025: temperaturas sentidas acima de 50 °C em várias cidades do Centro-Oeste e interior de SP/MG.
- Mortes por calor: +210% em relação à média 2015–2019 (dados preliminares do Ministério da Saúde).
- Plano Nacional de Adaptação ao Calor Extremo: anunciado em dezembro 2025, mas ainda sem orçamento definido para 2026 (R$ 340 milhões prometidos para DCNT incluem apenas parte do calor).
- Cidades mais vulneráveis: Manaus, Belém, Teresina, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiânia, Cuiabá, Campo Grande.
O relatório da ONU/OMS/IPCC é claro: o calor extremo de 2030–2040 já está “trancado” pelo carbono que emitimos até agora. Não adianta só reduzir emissões futuras — precisamos adaptar cidades, proteger trabalhadores e salvar vidas agora. O Brasil, com sua população urbana crescente e desigualdade alta, está entre os países mais vulneráveis.
O Jornal 25News acompanha os planos estaduais e municipais de enfrentamento ao calor extremo e o avanço do orçamento federal para adaptação climática. Porque, em 2026, o maior risco à saúde pública não é só uma nova variante viral — é o sol que bate mais forte todos os anos. E estamos correndo contra o tempo para evitar que ele vire sentença de morte para milhões.
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