As superstições e curiosidades das seleções campeãs da Copa do Mundo
Entre coincidências históricas, rituais curiosos e tradições consideradas “da sorte”, seleções campeãs da Copa do Mundo transformaram superstições em parte marcante de suas campanhas vitoriosas.
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, domingo, 24 de maio de 2026
Por Arianne Marcovicchio | Jornal25News – Independente

A história da Copa do Mundo sempre foi cercada por talento, grandes jogadores e partidas inesquecíveis. Mas além da técnica dentro de campo, muitas seleções campeãs carregaram superstições curiosas, rituais inusitados e coincidências que marcaram campanhas históricas. De uniformes “da sorte” até hábitos repetidos antes das partidas, essas tradições ajudaram a construir o folclore do maior torneio do futebol.
Brasil e a superstição da camisa amarela
A Seleção Brasileira nem sempre jogou de amarelo. Após o traumático “Maracanazo” de 1950, quando perdeu a final para o Uruguai no Maracanã, a antiga camisa branca passou a ser vista como símbolo de azar. A partir de 1954, o uniforme amarelo virou a nova identidade da equipe, e quatro anos depois veio o primeiro título mundial, em 1958.

Desde então, muitos torcedores acreditam que a tradicional “amarelinha” traz sorte ao Brasil em Copas. O país se tornou o maior campeão da história, com cinco títulos mundiais.
A Alemanha e a tradição da disciplina
A Seleção Alemã de Futebol sempre ficou marcada por rituais de organização e disciplina. Em 2014, por exemplo, a comissão técnica mantinha horários extremamente rígidos durante a preparação no Brasil. Muitos jogadores também repetiam exatamente os mesmos hábitos antes das partidas, como ouvir a mesma música ou usar a mesma ordem para vestir o uniforme.

Outra curiosidade é que a Alemanha costuma crescer em momentos decisivos: a seleção disputou oito finais de Copa do Mundo, recorde histórico do torneio.
Argentina e os rituais de sorte de 2022
A campanha da Seleção Argentina de Futebol na Copa de 2022 ficou marcada por diversas superstições. Jogadores mantinham sempre o mesmo trajeto até o estádio, repetiam refeições e até evitavam mudar lugares no ônibus da delegação.

O técnico Lionel Scaloni revelou durante o torneio que o grupo era bastante “apegado” a pequenos rituais. Muitos torcedores argentinos também acreditavam que a derrota para a Arábia Saudita na estreia “tirou a pressão” do time e virou um sinal positivo para o restante da campanha. No fim, a Argentina conquistou seu terceiro título mundial.
Itália e a obsessão pela invencibilidade
A Seleção Italiana de Futebol sempre valorizou a tradição defensiva e o famoso “catenaccio”. Em muitas campanhas históricas, os italianos acreditavam que manter os mesmos titulares e evitar mudanças era essencial para preservar a “energia vencedora”.

Existe ainda uma coincidência curiosa: a Itália venceu quatro Copas do Mundo, mas nunca conquistou o título fora de Europa ou América do Sul. Além disso, a seleção teve uma longa sequência invicta em Mundiais entre 1934 e 1954.
França e a “maldição do campeão”
A Seleção Francesa de Futebol esteve envolvida em uma das maiores “maldições” das Copas. Entre 2002 e 2018, várias seleções campeãs acabaram eliminadas ainda na fase de grupos na edição seguinte do torneio.

A própria França sofreu isso em 2002, após conquistar o mundo em 1998. Depois dela, Itália (2010), Espanha (2014) e Alemanha (2018) também caíram precocemente defendendo o título. A superstição ficou tão famosa que muitos torcedores passaram a chamar esse fenômeno de “maldição do campeão”.
Inglaterra e o uniforme “da sorte”
A Seleção Inglesa de Futebol conquistou sua única Copa do Mundo em 1966 usando predominantemente o uniforme vermelho nos jogos decisivos. Desde então, muitos torcedores ingleses consideram a camisa vermelha um símbolo de sorte em torneios importantes.

A final daquele Mundial até hoje gera debates por causa do famoso “gol fantasma” contra a Alemanha Ocidental, um dos lances mais polêmicos da história das Copas.
Espanha e a superstição do tiki-taka
A Seleção Espanhola de Futebol ficou marcada pelo estilo “tiki-taka” na campanha do título de 2010. A posse de bola exagerada virou quase um ritual: a equipe acreditava que manter a bola o maior tempo possível diminuía a pressão emocional dos jogos decisivos.

Outra curiosidade é que a Espanha venceu todas as partidas do mata-mata por apenas 1 a 0, mostrando uma campanha extremamente controlada e estratégica.
O Uruguai e o espírito do “Maracanazo”
A Seleção Uruguaia de Futebol carrega até hoje a mística do “Maracanazo”, quando venceu o Brasil na final da Copa de 1950 diante de quase 200 mil torcedores no Maracanã.

Desde então, muitos uruguaios acreditam no chamado “espírito copeiro”: a ideia de que a seleção cresce justamente quando ninguém acredita nela. Essa mentalidade virou parte da cultura do futebol uruguaio.
Contagem regressiva para a Copa do Mundo
Faltam 18 dias para o início da Copa do Mundo FIFA 2026.
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